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quinta-feira, novembro 08, 2007

Lei não derruba barreiras

in DN-Madeira, a 08-11-2007

Lei não derruba barreiras

Para um portador de deficiência, até dois centímetros a mais num passeio fazem diferença
Ordem dos Arquitectos alega que o problema reside apenas nos edifícios antigos.




Os olhos vermelhos foram um sintoma constante na infância, mas, com o passar dos anos, a situação agravou-se. Maria da Piedade Gabriel, de 52 anos, perdeu a visão ainda muito nova. "Calhou acontecer assim", desabafa. Os passeios demasiado altos, os sinais de trânsito mal colocados, ou a simples ausência de avisos sonoros nos semáforos fizeram com que nunca mais saísse sozinha de casa.

"A promoção da acessibilidade constitui um elemento fundamental na qualidade de vida das pessoas, sendo um meio imprescindível para o exercício dos direitos que são conferidos a qualquer membro de uma sociedade democrática". O decreto-lei 163/2006 existe e começa desta forma, mas os obstáculos continuam a resistir e a dificultar a acessibilidade dos cidadãos portadores de deficiência motora ou com dificuldades sensoriais, como é o caso dos invisuais e dos surdos.

Há uns anos atrás, Maria da Piedade chegou a ter algumas aulas de braille e de preparação para aprender a lidar com o mundo exterior, mas o medo apoderou-se e desistiu. "Eu tinha muito medo porque encontramos muitos obstáculos", explica. Maria da Piedade não se recorda de quando usou, pela última vez, uns banais sapatos abertos. Os passeios altos e inadaptados a quem possui uma deficiência privaram-lhe desse gosto, do qual guarda saudades.

As reacções são normais, como se visse. Olha na direcção da pessoa e faz quase todas as tarefas domésticas, à excepção de, por exemplo, preparar fritos. Aí conta com a ajuda de um familiar. "Eles [família] chegam a casa e está tudo feito", reconhece.

De facto, como Maria da Piedade, há muitos outros exemplos de coragem e de determinação. Um dos fundadores da Associação dos Deficientes da Região Autónoma da Madeira (ADRAM), Marcos Mota, corresponde plenamente ao perfil. Aos 17 anos, um acidente de moto atirou-o para uma cadeira de rodas. Contudo, a determinação e a vontade de viver persistem acima de todas as dificuldades.

Para Marcos Mota, a Região ainda apresenta muitas barreiras arquitectónicas, principalmente pelo facto de possuir muitos edifícios antigos. Todavia, considera que a Madeira não é das regiões mais problemáticas do país. Falando por experiência própria, Lisboa e Porto são "cidades impossíveis" para os cidadãos portadores de deficiência. "Nos centros históricos destas cidades é muito difícil encontrar um rebaixamento de um passeio", aponta, acrescentando que, na Região, "já se regista essa preocupação", embora ainda sem a dimensão pretendida.

"Gostaríamos que fosse uma preocupação mais generalizada", critica, apontando que estes são "problemas de todos nós", ou seja, entraves para portadores de deficiência, mas também para idosos, grávidas e pessoas com dificuldades de mobilidade temporária.

Dois centímetros a mais num passeio faz uma diferença incalculável. Para um cidadão que possua uma cadeira de rodas normal, sem extras que facilitem o contorno destes obstáculos, são precisas forças redobradas para circular pelas ruas do Funchal.

Estacionamento nos passeios

O DIÁRIO acompanhou Marcos Mota num pequeno percurso pela cidade e os problemas não demoraram a surgir. O acesso a instituições bancárias, ao tribunal, cafés e a locais de lazer, a falta de casas de banho com as condições necessárias é, muitas vezes, vedado. Até os estacionamentos para pessoas portadoras de deficiências motoras são ocupados indevidamente. O responsável pela ADRAM lamenta a falta de sensibilidade das autoridades, dado que já tentou denunciar, várias vezes, o estacionamento abusivo, mas não foram poucas as ocasiões em que obteve respostas duras e despreocupadas.

"Há um problema de falta de civismo e económico também, que interfere com os promotores imobiliários, que, a dada altura, preferem fazer um lanço de escadas em vez de uma rampa por causa da inclinação que rouba espaço", clarifica, garantindo que "é difícil explicar aos arquitectos que, por um lado, estão a violar os códigos deontológicos e, por outro, a prestar um mau serviço enquanto profissionais".

A desculpa dos edifícios antigos

O presidente da delegação da Madeira da Ordem dos Arquitectos, Elias Homem de Gouveia, garante que tanto os arquitectos com as autarquias têm em conta o que o decreto-lei 163/2006 contempla e que este está a ser cumprido.

"Todos os arquitectos, pela natureza da lei, estão obrigados a cumpri-la", frisou, explicando que o que existe são edifícios antigos que, pelas dificuldades que colocam aos deficientes, têm de ser adaptados, apesar das dificuldades que se impõem.

"Nas novas construções, isso não existe", afiançou. Elias Gouveia reforçou que, quando há aberturas de novas superfícies em edifícios que já existiam, essas adaptações que nem sempre respeitam o regime de acessibilidades, muitas vezes nem são requisitadas a arquitectos, mas a outros técnicos.

"A lei é clara e é para cumprir", remata, acrescentando que, em Novembro próximo, a delegação regional da Ordem dos Arquitectos vai promover uma formação de dois dias sobre o novo regime de acessibilidades. "Da nossa parte, queremos cumpri-la e estamos perfeitamente do lado das pessoas que possuem alguma deficiência", alerta.

Sede prometida à ADRAM

Marcos Mota garante que a ADRAM só não tem tido um trabalho mais árduo pelo facto de ainda não possuir uma sede física. Contudo, espera que, até final do mês, tal como foi "prometido" pelo secretário regional dos Assuntos Sociais, Francisco Jardim Ramos, o problema esteja resolvido, nem que seja a título provisório.

"Estamos confiantes na palavra do secretário regional que mostrou forte empenho em resolver este problema e nele depositamos toda a nossa confiança e esperança", afirma.

Neste panorama, há, no entanto, situações em que a persistência da ADRAM deu resultados. Por exemplo, a Repartição de Finanças do Funchal melhorou os acessos. Os centros comerciais, algumas praias da Frente Mar Funchal, são também bons exemplos.

Contudo, os teatros, passeios, autocarros e até o próprio aeroporto estão mal preparados para receber cidadãos com limitações físicas. Uma vez que a ADRAM representa todos os portadores de alguma deficiência, Marcos Mota afirma que os menus dos restaurantes sem braille são um exemplo flagrante até de "discriminação" para os invisuais.

Há "desconhecimento da lei"

A Direcção Regional de Educação Especial e Reabilitação (DREER) tem sido chamada a emitir pareceres no sentido de ajudar a eliminar barreiras arquitectónicas para os cidadãos com necessidades especiais.

A directora regional de Educação Especial e Reabilitação, Maria José Camacho, acredita que a resistência pode ser sinónimo de desconhecimento da lei. "A partir do momento em que as pessoas estão informadas e sensibilizadas, aderem às orientações", garantiu.

A DREER possui um gabinete jurídico e de atendimento e apoio ao deficiente, daí que possa emitir pareceres face a adaptações de espaços ou em novas construções, segundo as orientações normativas em vigor.

A fim de proporcionar uma melhor integração das crianças, jovens e adultos portadores de deficiência na sociedade, esta instituição tem promovido diversas actividades, como acções de formação e de sensibilização nas escolas, comunidade e família, baseadas na inovação e na actualização de conhecimentos e práticas para um melhor atendimento, bem como o aumento do número de crianças colocadas no ensino regular e a diminuição do número dos que se encontram na modalidade de instituição de educação especial. O debate de ideias, colóquios e eventos desportivos e artísticos também têm sido constantes, para além de publicações dirigidas à comunidade. Assim se vai tentando eliminar as barreiras arquitectónicas.

Zélia Castro

sexta-feira, novembro 02, 2007

IMPERDÍVEL!

Para quando tiverem um tempinho, deliciem-se com este jogo!!!
está simplesmente fabuloso e aviso q é MESMO viciante!

http://www.epuzzle.co.uk/

Divirtam-se

quinta-feira, novembro 01, 2007

David Fonseca

David Fonseca - Angel Song (live at CC Estúdio 2)




David Fonseca - Hold Still




David Fonseca - Someone that cannot love




David Fonseca Superstars

Judy Garland - Somewhere Over The Rainbow



Over The Rainbow


Somewhere Over the Rainbow
Way up high
There's a land that I heard once
In a lullaby
Somewhere over the rainbow
Skies are blue
And the dreams that you dare to dream
Really do come true

Someday I'll wish upon a star
To wake up where the clouds are far behind me
Where troubles melt like a lemon drops
Where you cross the chimney tops
That's where you'll find me


Somewhere over the rainbow
Bluebirds fly
Birds fly over the rainbow
Why, then, oh, why can't I?

quinta-feira, setembro 27, 2007

O cromo do mês

Justificável ou não um directo pela chegada do Mourinho ao aeroporto, a interromper o programa, Santana Lopes será o cromo do mês...

Para quem não viu:
http://www.youtube.com/watch?v=MpB1Ydko4NU

quinta-feira, setembro 20, 2007

À boa maneira de Tarantino

Trailler

À Prova de Morte
Grindhouse: Death Proof
Estados Unidos - 2007
127 min - Terror
16 anos

Rosario Dawson (Actor / Actriz)
Kurt Russell (Actor / Actriz)
Eli Roth (Actor / Actriz)
Robert Rodriguez (Argumento)
Quentin Tarantino (Argumento)
Quentin Tarantino (Realização)


http://www.grindhousemovie.net


Para a DJ mais escaldante do momento em Austin, Jungle Julia (Sydney Tamiia Poitier), o pôr-do-sol oferece uma oportunidade de se libertar, com duas das suas amigas mais chegadas, Shanna e Arlene (Jordan Ladd e Vanessa Ferlito).

Este grupo de três gatonas fazem-se à noite, saltando do Gueros para o Texas Chili Parlor. Mas nem todos os que olham para elas são inocentes: espiando secretamente os seus movimentos está Stuntman Mike (Kurt Russell), um rebelde marcado pela vida que lhes deita um olhar lascivo por detrás do volante do seu musculado carro.

Enquanto as raparigas se atiram às suas cervejas, a arma de Mike, um bacamarte branco, espreita a poucos metros

Ansiosa por ver este!?




A Mighty Heart (trailler)



Mariane Pearl (Angelina Jolie), grávida de 6 meses, enfrenta uma corrida contra o tempo para salvar o seu marido Daniel Pearl (Dan Futterman), repórter do jornal Wall Street, raptado por terroristas da Al-Qaeda no Paquistão.

Transcendendo religião, raça e nacionalidade, Mariane tem a coragem de procurar abstrair-se de um mundo governado pela amargura e rancor desde o 11 de Setembro, expressando, da forma mais pura, o amor e felicidade partilhados com o seu marido e futuro pai, Daniel Pearl.

Um Coração Poderoso
A Mighty Heart
Estados Unidos - 2007
100 min - Drama
12 anos

Dan Futterman (Actor / Actriz)
Archie Panjabi (Actor / Actriz)
Angelina Jolie (Actor / Actriz)
John Orloff (Argumento)
Michael Winterbottom (Realização)

http://www.amightyheartmovie.com/

Daniel Pearl (October 10, 1963 – February 1, 2002) was an American journalist who was kidnapped and murdered in Karachi, Pakistan. At the time of his kidnapping, Pearl had been investigating the case of Richard Reid, the shoe bomber, and alleged links between Al Qaeda and Pakistan's Inter-Services Intelligence (ISI).

In March 2007, at a closed military hearing in Guantánamo Bay, Cuba, Khalid Sheikh Mohammed said that he had personally beheaded Pearl.[1] Then he added, "for those who would like to confirm, there are pictures of me on the Internet holding his head."[2][3] In July 2002, Ahmed Omar Said Schiek, a British national of Pakistani origin was sentenced to death for the abduction and death of Daniel Pearl.

In April 2006, a documentary film The Journalist and the Jihadi was aired by HBO about the story of Daniel Pearl, narrated by Christiane Amanpour. In June 2007, a motion picture was released about the search for Daniel Pearl starring actress Angelina Jolie and actor Dan Futterman as Mariane and Daniel Pearl in Michael Winterbottom's A Mighty Heart (film). The film was based on the memoir written by Mariane Pearl.

____

On January 23, 2002, on his way to what he thought was an interview with Sheikh Mubarak Ali Gilani at the Village restaurant in Karachi, Pearl was kidnapped by a militant group calling itself The National Movement for the Restoration of Pakistani Sovereignty. This group claimed Pearl was a CIA agent and — using the e-mail address kidnapperguy@hotmail.com[2] — sent the United States a range of demands, including the freeing of all Pakistani terror detainees, and the release of a halted U.S. shipment of F-16 fighter jets to the Pakistani government.

The message read:

We give you one more day if America will not meet our demands we will kill Daniel. Then this cycle will continue and no American journalist could enter Pakistan.

Photos of Pearl handcuffed with a gun at his head and holding up a newspaper were attached. There was no response to pleas from Pearl's editor, and from his wife Mariane.

Nine days later, Pearl was murdered and beheaded. Pearl's body was found cut into ten pieces and buried in a shallow grave in the outskirts of Karachi on May 16. When the police found his remains, Abdul Sattar Edhi arrived promptly on the scene, personally collected all ten body parts, and took them to the morgue; then his body was returned to the United States and he was interred in the Mount Sinai Memorial Park Cemetery in Los Angeles, California.

(Although foul play was obvious, no autopsy was needed or performed. The subsequent video (see next section) made the sequence of events clear. Years later, Khalid Shaikh Mohammed confessed to cutting off Pearl's head, but didn't state whether he had cut his throat: it is likely that one person did both.)

(...)
in Daniel Pearl

Paranóia



Trailler

Após a morte acidental do seu pai, Kale (Shia LaBeouf) entra num estado de apatia e rebeldia, culminando com a sua prisão domiciliária quando, em plena sala de aula, agride um professor. Desesperada, Julie (Carrie-Ann Moss) mãe de Kale tenta, em vão, perceber o porquê das suas constantes variações de humor.

À medida que o tempo passa, Kale começa a ter cada vez mais dificuldade em manter a serenidade.

De forma a se distrair, procura novos interesses, fora das paredes da sua casa, no quotidiano dos seus vizinhos, um dos quais começa a suspeitar ser um serial-killer. Serão estas suspeitas apenas resultado do seu isolamento e da sua fervilhante imaginação?...

Paranóia
Disturbia
Estados Unidos - 2007
104 min - Thriller


Shia LaBeouf (Actor / Actriz)
Sarah Roemer (Actor / Actriz)
Carrie-Anne Moss (Actor / Actriz)
Christopher Beau Landon (Argumento)
D.J. Caruso (Realização)

Next - Sem Alternativa



Cris Johnson tem um segredo que o atormenta: consegue ver alguns minutos do futuro.

Farto dos exames efectuados durante a infância e do interesse do governo nas suas capacidades ele vive sob um nome falso em Las Vegas, sobrevivendo de expedientes.

Quando um grupo terrorista ameaça detonar uma bomba nuclear em Los Angeles, a agente federal Callie Ferris tenta capturar Cris para o convencer a ajudar a deter a ameaça.

Ver trailler

segunda-feira, agosto 06, 2007

Viagem pelo mundo

Aqui vai um e-mail único.
Espera todas as bandeiras abrirem e aí, quase todos os países do mundo estarão
à tua frente.
Basta clicar no país da tua preferência, depois vem o mapa desse país com
luzes que piscam. Clica numa dessas luzes e em seguida vem o lugar desejado
com várias fotos.
Clica no endereço abaixo.
É uma viagem...

http://www.alovelyworld.com/index2.html

quarta-feira, maio 30, 2007

Novo Site

Uma passagem por:

www.pontadosol.pt

;)

Hugo Marçal... JUÍZ !!!!

Recebi esta hoje no mail...

Este processo das crianças violadas vai mesmo ficar em "águas de bacalhau".

É incrível a passividade do povo português face a este escândalo da
pedofilia. Tem que se fazer justiça! Façam fwd do mail!!!!

«Hugo Marçal está em vias de ser admitido a frequentar o curso de auditor de
justiça do Centro de Estudos Judiciários. O nome do arguido no processo de
pedofilia da Casa Pia vem publicado no Diário da República de ontem, entre
centenas de candidatos a frequentar a escola que forma os juízes
portugueses. Mas ao contrário dos outros, Hugo Marçal não vai prestar provas
.. Pelo facto de ser doutor em Direito - grau académico que terá obtido em
Espanha - está por lei «isento da fase escrita e oral» e tem ainda
«preferência sobre os restantes candidatos». Resultado: o advogado de Elvas
está na prática à beira de ser seleccionado para o curso que formará a
próxima geração de magistrados!

O nome de Hugo Manuel Santos Marçal surge na página 4961 do Diário da
República, 2.ª série, com o número 802, na lista de candidatos a ingressar
no CEJ. Se concluir o curso com aproveitamento e iniciar uma carreira nos
tribunais - primeiro como auditor de justiça, depois como juiz de direito -
*Marçal terá também o privilégio de não ser julgado num tribunal de primeira
instância*.»

AH,POIS É!!!
Haja impunidade para todos os filhos da p*** deste país...

terça-feira, abril 17, 2007

Hotel Rwanda



Um filme que já andava para ver há muito, muito tempo.





Passou Domingo há noite, na RTP1. Mas a história do Rwanda já é bem antiga....
A primeira vez que tomei conhecimento do genocídio no Rwanda foi através de Season of Blood, a obra que demos em Inglês II, na Faculdade. O autor da obra, tal como o filme, transporta-nos para uma realidade cruel. Ainda tenho presente algumas das suas passagens...

Do horror que testemunhou..
Da indiferença das grandes potências..
Do fechar dos olhos. pior, olhar para o lado quando não há interesse... Se houvesse um pocito de petróleo no Rwanda teria havido genocídio de milhares de tutsies?!!!

Mas quantos mais Rwandas haverá pelo Mundo, sem que deles tenhamos sequer ouvido falar?!



Este cartaz está fantástico: